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  • Esta peça enquadra-se numa sequência de três obras que, numa perspectiva mais ampla, traduz uma série de momentos evolutivos que constituem a Antologia do Tempo. Cada obra apresenta uma identidade autónoma, ainda que todas estejam integradas numa lógica de progressão, cujos elementos que as interligam remetem para a ideia de desenvolvimento, transformação e maturação. Esta experiência musical é, então, assimilável ao processo de construção de significados associado aos ciclos de crescimento e mudança.

    A Antologia do Tempo tem o seu nascimento simbolizado musicalmente num quarteto de cordas (Génese), seguindo-se um ritual de continuidade (Ritual – fluxo contínuo) representado por um ensemble (Remix Ensemble Casa da Música). Apogeu, escrita para orquestra (Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música), conclui este tríptico, remetendo para o culminar de uma composição musical que vai no sentido da sua revisão e adaptação contínua. Com efeito, tal como a construção musical pretende ilustrar a continuidade da evolução, também as formações musicais se alargam em cada peça.

    A presente obra pretende, deste modo, transmitir ideias aparentemente paradoxais, mas ainda assim incontornáveis ao apogeu desta Antologia do Tempo: criação e indefinição, tensão e libertação, reflexão e conflito, respiração e asfixia, harmonia e ruptura. Representado um ciclo de crescimento, a peça termina de forma análoga ao início da Génese, sugerindo a ausência de término ou declínio do ciclo. Desta forma, procura-se retratar uma lógica de espiral que se traduz num processo de continuidade, (in)certamente infinito, não mensurável e, intencionalmente, desorientado ou exploratório já que estas são invariáveis de qualquer experiência de construção e crescimento. Apesar de retratar o apogeu desta espiral, mais uma vez e paradoxalmente, ele incorpora um sentido de não concretização e questionamento, como se algo ficasse incompleto ao longo do processo. Como qualquer ciclo, também este é precedido de momentos qualitativamente diferentes, sendo que a espiral caminha no sentido da sua evolução qualitativa, em termos da experiência musical.

    Este tríptico é dedicado à Casa da Música pelo seu quinto aniversário!


    Daniel Martinho

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